Pola República Socialista Galega

Pola República Socialista Galega

Base de apoio da revoluçom proletária mundial

Como sabemos, a história da humanidade é a história da luita e da guerra entre as classes sociais. A classe burguesa de cada sociedade foi historicamente a responsável de transformar a sociedade feudal numha sociedade capitalista com o seu estado burguês nacional. A burguesia galega nom foi quem de cumprir com a sua missom histórica e agora mesmo, na época do imperialismo, a burguesia perdeu o seu caráter revolucionário. É isto o que obriga ao proletariado de cada povo, ademais de cumprir coa sua missom histórica particular de abolir as classes sociais e construir o comunismo, a realizar parte do “trabalho”, parte das mudanças sociais, que deveria ter realizado a burguesia, no nosso caso concreto a burguesia galega.

Realizar a autodeterminaçom nacional da Galiza nom pode seguir o caminho do direito burguês mediante a realizaçom dum referendo de autodeterminaçom. Por outro lado a independência dumha naçom implica a criaçom dum estado e um estado moderno só pode ser umha ditadura da burguesia ou, umha ditadura do proletariado. Nom pode existir um estado neutro.

O proletariado galego consciente deve “destapar” diante das massas o caráter de classe do Régime Espanhol na Galiza como a aliança entre a burguesia espanhola e a burguesia galega. Deve destapar a este Régime como o inimigos do povo galego. É precisamente esta a raçom pola que é importante realizar campanhas de boicote eleitoral, para nom alimentar com as ilusions nas reformas e demais mentiras burguesas, sobre um suposto estado neutral ao que é o governo de cada momento quem lhe da o seu caráter de ditadura dumha determinada classe. Porque entender o caráter de inimigo do povo do Régime Espanhol é o que nos leva polo caminho da consciência da nossa existência social.

Para a construçom dum Partido do proletariado de novo tipo é imprescindível manter a independência política do proletariado. Isto significa que a vanguarda do proletariado nom pode ir detrás de nengum setor da burguesia. A vanguarda do proletariado, se quer ser digna de tal nome, nom pode falar da guerra de Ucrânia seguindo a linguagem do Estado da burguesia russa e repetir o da “operaçom especial russa” ou o da “desnazificaçom da Ucrânia”. Estas som expressons utilizadas polas instituçons e os meios de comunicaçom do Estado burguês da Rússia para justificar umha guerra motivada polos interesses da sua burguesia. Pensar que há potências boas e outras malas é umha consequência da mesma “lógica” do “mal menor”, que cada vez que se repite o “circo” das eleiçons nas instituçons do Régime Espanhol, sempre topa umha excusa para evitar denunciar ao Régime como inimigo do povo fazendo umha campanha polo boicote.

Mas se defender umha potência imperialita é um grave erro, tendo em conta que agora mesmo nos topamos num momento de empobrecimento das grandes massas da sociedade galega devido à inflaçom, unido ao militarismo que provoca o aumento generalizado dos gastos para preparar a próxima guerra mundial, resulta que é mais importante que nunca manter esta independência política do proletariado.

O problema estratégico da revoluçom proletária nom é que o revisionismo tenha a direçom dos sindicatos. Evidentemente nós sempre prefirimos pessoas honestas e combativas nos sindicatos mas esta nom é a questom que tratamos aqui.

Os sindicatos som a forma mais primitiva de organizaçom da classe obreira para a sua defesa e para as reivindicaçons imediatas mas, temos que aclarar que dizer que é a forma mais primitiva nom significa que deixem de ser necessários. A atividade sindical é justa, necessária e merece o apoio da vanguarda, outro tema é que a vanguarda do proletariado organizada num destacamento nom se deve dedicar a fazer sindicalismo. Temos que entender que tanto na Revoluçom Soviética, como no resto de revoluçons proletárias, os comunistas sempre tenhem sido umha minoria nos principais sindicatos, mentres que o reformismo sempre foi a maioria do sindicalismo a nível nacional. Nom ter a maioria sindical nom impediu que os Bolcheviques construíram o Partido nem tampouco, impediu o triunfo dos Soviets na guerra civil revolucionária.

Se entendemos que conquistar a maioria sindical nom é um problema estratégico da revoluçom proletária na Galiza, nem tampouco em outros povos da Europa, temos que nomear os verdadeiros problemas estratégicos da revoluçom proletária como som: a consciência, a linha política, a nossa falta de preparaçom como quadros comunistas, as dificuldades para unir teoria e prática, a linha de massas, as dificuldades na fusom vanguarda e massas, a construçom do partido e demais instrumentos revolucionários, etc.

Desde Galiza Vermelha queremos mencionar que desde fai décadas o proletariado galego tem dedicado esforços ao trabalho internacional. O Marxismo-Leninismo-Maoismo da Galiza tem apoiado sempre a coordinaçom e organizaçom do Movimento Comunista Internacional. O proletariado galego foi um dos fundadores do Comitê Internacional de Apoio à Guerra Popular na Índia e leva décadas participando em diferentes foros e conferências tendo como prioridade o fortalecimento do MCI.

Desde Galiza Vermelha, como parte do Movimento Comunista Galego, queremos lembrar-lhe a toda a classe obreira que da contradiçom mundial entre o proletariado e a burguesia depende o futuro da humanidade.

As potências imperialistas estám a se rearmar porque preparam umha nova guerra mundial. O proletariado nom deve de ser a carne de canhom do imperialismo.

Só a construçom do Partido do proletariado nos diferentes países, o triunfo das guerras populares que criaram as bases de apoio que necessita o MCI e, a construçom dumha nova internacional comunista; podem mudar a correlaçom de forças para o lado do proletariado revolucionário.

Guerra à guerra!

Este 25 de Julho pola República Socialista Galega!

Construamos as ferramentas revolucionárias!

Viva a República Socialista Galega, base de apoio da Revoluçom Proletária Mundial!

Galiza Vermelha